Psicoterapia Sistêmica Circular

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A Psicoterapia Sistêmica surgiu em meados da década de 50, em vários pontos, especialmente nos Estados Unidos, mas sabemos que a Teoria Geral dos Sistemas, de autoria do Ludwig von Bertalanffy, que foi publicada no início da década de 30, já era usada por muitas pessoas. A história mais oficial da terapia sistêmica começa início da década de 50, em 1952, mais especificamente, quando um antropólogo chamado Gregory Bateson iniciou um trabalho sobre teoria da comunicação, sobre comunicação e esquizofrenia.

A Psicoterapia Sistêmica em sua origem dirigia-se exclusivamente ao atendimento de famílias. Ao longo do tempo, com o desenvolvimento teórico, técnico e clínico, a abordagem sistêmica foi se reestruturando para atender clinicamente o sistema individual. O foco da terapia é favorecer o autoconhecimento e possibilitar a descoberta de saídas para o impasse em que o indivíduo se encontra (processo de autonomia e mudanças de pautas disfuncionais).

A reconstrução das histórias, a análise e definição dos padrões relacionais repetitivos, possibilitam uma visão mais ampla do problema podendo trazer à consciência fatores que permitam a elaboração de conflitos, entendimento e ressignificação de atitudes. São fundamentais o desejo de mudança e a disponibilidade do indivíduo. O primordial na psicoterapia sistêmica é que usamos uma linguagem menos intrapsíquica e mais relacional, mais intersubjetiva. Então, nosso olhar não desvaloriza o intrapsíquico, mas considera o mundo interno também como parte de um mundo de relações. Ele vai ver sempre que o pensamento é relacional. Você não vai ser só a relação concreta, não tem que ver a pessoa com a outra para ver a relação, mas a sua forma de pensar é uma forma de relação.

Você está sempre pensando em conexões, em histórias de conexões. O principal da teoria sistêmica, que a singulariza, é esse deslocamento de uma visão intra-individual para uma visão relacional, que coloca o indivíduo sempre em contexto. E que entende até esse seu mundo interno como um mundo de relações, com ele mesmo, com suas vivências.

Como funciona a Psicoterapia Sistêmica Circular?

O trabalho é realizado em grupo ou individualmente, sendo que no grupo, a pessoa que será tratada, deve trazer uma questão pontual de suas relações que a incomoda, ou parece um problema no momento atual.

Ao colocar a situação para o grupo, a mesma escolhe alguém para representá-la, como nos Psicodramas, e passa a assistir o desenrolar de suas relações nos âmbitos consciente e inconsciente, podendo observar como estas relações ocorrem e influenciam nos resultados do seu dia-a-dia, favorecendo mudanças para ajustes físicos, emocionais e mentais. As pessoas presentes fazem os papéis de cada energia que faz parte destas relações. Nos trabalhos individuais, o mesmo procedimento é realizado, mas como não existem pessoas, nós atuamos com cartões que representarão as energias destas relações, e o próprio paciente fará a manipulação dos cartões a partir da sua energia psíquica